PENSAMENTOS, CRÍTICAS E FUTEBOL

quinta-feira, dezembro 07, 2006

CRISE AÉREA INSTAURADA

O transporte aéreo brasileiro virou o caos.

Desde o acidente do Boing da Gol e o jatinho Legacy, no final de setembro que as coisas andam de mal a pior. Com o acidente ficou claro que as condições dos pobres controladores de vôo são precárias e o número de controladores e insuficiente. Quando os controladores perceberam que eles iriam arcar com a responsabilidade do acidente, tomara a decisão que já deveriam ter tomado a muito tempo: mostrar para o País e para o mundo que eles estão trabalhando em condições precárias. O escasso número de funcionários causa acúmulo de tarefas para um profissional que deve trabalhar em máximo alerta.

Deu no que deu.

As filas nos aeroportos são gigantescas, há vôos cancelados e atrasados todos os dias, as empresas aéreas não dão informções corretas aos passageiros, não arcam com as responsabilidades que têm sobre acomodações e alimentação para passageiros de vôos atrasados ou cancelados.

Escutei na CBN a dois dias atrás o relato de um passageiro que passou 4h dento de um avião que não decolava. Isso mesmo. Os passageiros embarcaram ao meio-dia e até as 18h o avião não tinha deixado o aeroporto. Isso é lamentavel. Um desrespeito com o ser humano que trabalha e paga seus impostos.

O Ministro da Defesa, Incompetente Waldir Pires, acha tudo muito normal. "Vôos atrasam" disse ele a cerca de um mês no Programa Roda Viva da Rede de televisão Cultura. Ele também respondeu que acredita que o caos não afetará o turista internacional que costuma visitar o Brasil entre os meses de dezembro e fevereiro. Ah, sim, claro.

O referido ministro não tem competência nem pra se demitir do cargo. Aliás a incompetência é cada vez mais marcante neste País.

Ah e pra quem não sabe, o presidente Lula está ocupadíssimo com a sua festa de tomada de posse, porisso ele também não toma uma atitude de homem com relação aos problemas na aviação.

Se o povo não começar a se rebelar vamos pro esgoto mais cedo do que imaginamos.